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Monday, February 5, 2007

Mais questões sobre o aborto

A ouvir e a escrever e que nos entendemos...

Ainda relativamente ao aborto gostaria de mencionar que sim, considero que os defensores do NÃO têm razão e que um embrião, um feto tem vida, que preferivelmente esta deveria ser preservada pois sou a favor da vida e digo novamente da dignidade humana!

Mas a questão é ao que é que damos mais valor! Salvar uma vida humana por ser vida independentemente das condições em que esse ser humano vai ser gerado e criado? Sim porque os sentimentos (de revolta, por exemplo) da mãe passam para a criança bem como todos os males que essa faça durante a gravidez para ver que aborta “naturalmente” (medicação, álcool, drogas)!

Será preferível corre-se o risco de deixar gerar uma criança que vai sentir e sofrer durante a gestação e eventualmente após o nascimento ser abandonada ou até assassinada à nascença porque não é desejada?

Se as pessoas não têm meios nem vontade de acolher esse novo ser para quê continuar a gestação e penalizar que faz aborto? As consequências socais são bem pesadas!

Quero acreditar que a maior parte das pessoas decidem-se pelo aborto num desespero de causas e não como mais um método contraceptivo!

Deve-se sim apostar na prevenção, na educação sexual e cívica, na apresentação dos riscos que envolvem o processo de aborto.. e esperar que quem tenha que recorrer a esta prática ao menos o faça com condições e não seja pior a emenda que o soneto!

Friday, February 2, 2007

Digam sim à despenalização do aborto!

Penso que é de grande importância se salvaguardar antes de tudo a dignidade de uma vida humana existente e por isso pode parecer um paradoxo mas defendo o aborto e evidentemente a despenalização do aborto também..

Não acham que já é demasiado penoso a situação de se ter que tomar a decisão de por em risco a própria vida, de enfrentar a família e a sua eventual reprovação (ou obrigação de o fazer), de sofrer efeitos secundários graves de ordem psicológica e física. Uma mulher pode nunca mais vir a ter filhos se o procedimento não for bem feito! Contudo os mais conservadores simplesmente diriam AZAR! E penso que só a mulher é penalisada legalmente, o Homem (pai) nem por isso!!

Claro que o direito à vida do feto também conta mas ainda não esteve perante a ”vida em si”, até certo ponto ainda não o considero bem uma "pessoa". E se a mãe é uma toxicodependente ou seropositiva e gera uma criança doente? E de que serve uma criança vir ao mundo sem ter quem o deseje, que lhe dê atenção e amor, sem ter quem lhe proporcione um ambiente minimamente “estável/saudável” para se tornar uma pessoa válida e não mais um parasita ou vândalo/a desta sociedade que cada vez é mais decadente e podre!

Quem é contra o aborto e sua despenalização por acaso anda a ajudar orfanatos e instituições que tratam das criancinhas “abandonadas”? Poucos certamente, pois não se pode generalizar.

Para não me esquecer, já agora agradeço a todas as pessoas que não são cobardes (como eu) e que se esquecem de si próprias e se dedicam a tratar de crianças "desamparadas" pelos pais biológicos.

Há outras questões a considerar a dos custos e /ou afectação de verbas para realização do aborto legal, mas acho que é um “mal menor”. E já agora porque não referendar a legalização da prostituição? É uma questão de saúde pública e de se dar mais dignidade ás pessoas. Até porque assim parte das receitas dos impostos até poderia reverter para o Ministério da Saúde (como penso que acontece com o tabaco) e já ajudaria não?!

Pensem nisto tudo antes de decidir, pois temos que nos adaptar, para não dizer evoluir!

Digam sim à despenalização do aborto!

Note-se que há que dar aos médicos a possibilidade de não fazerem o aborto por objecção de consciência! A liberdade, a opção, é para todos!

Ps - Um à parte… valia a pena aproveitar o “papel” do refendo para acrescentar se as pessoas concordam com o casamento entre homosexuais, pois dai em diante abriria mais as mentes, deixaria de ser um bicho de 7 cabeças e deixaria de haver hipocrisias e casamentos de fachada para encobrir a Homosexualidade não assumida, criaria uma “estabilidade social” e a possibilidade de no futuro haverem condições para que estes casais tenham “condições” que lhes permita adoptar crianças e dar-lhes um lar, afecto e carinho… mas este assunto é para divagar noutra altura…